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O que é uma startup e como criar a sua?

O que é uma startup e como criar a sua?
Chamamos a 49 Educação e montamos uma explicação clara para provar que esse universo está bem próximo de você.

Com o grande aumento no número de startups no Brasil, uma dúvida vem se tornando cada vez mais frequente: o que é uma startup? E por que é tão difícil responder essa pergunta com clareza?

Essa confusão sobre o que é uma startup leva muitos empreendedores a repetir erros que poderiam ser evitados. O empreendedor de sucesso é aquele que já começa à frente da concorrência – e é onde você vai começar depois dessa leitura!

Ao ler este artigo, você vai entender o que é uma startup e vai poder aplicar os conceitos fundamentais dos maiores mentores de startups do mundo para criar o seu próprio negócio do zero. 

Você também pode dar uma olhada geral no que vai aprender nesse sumário aqui embaixo:

O que você vai aprender:


1 De uma vez por todas: o que é uma startup?
2 Quais são as principais características de uma startup?
3 E os tipos de startups?
4 Por onde começar uma startup?
5 Encontrando a próxima grande ideia
6 Construindo a base da sua startup
7 Como tirar ideias do papel?
8 Hora de decolar: como encontrar investidores
9 É só o começo!

 

De uma vez por todas: o que é uma startup?


O dicionário da Língua Inglesa fala que startup é o ato ou processo de colocar algo em movimento. Para startups, estar em movimento é muito importante e você vai entender o porquê em breve.

Mas, no mundo dos negócios, essa definição não é suficiente para responder o que é uma startup. Embora não haja uma definição exata, vamos ver como alguns dos maiores “startupeiros” do mundo definiram o termo:

Steve Blank, considerado o “pai das startups”, diz que uma startup é uma organização temporária em busca de um modelo de negócios repetível e escalável.

Enquanto isso, Eric Ries, fundador da movimento Lean Startup, define uma startup como uma instituição humana criada para entregar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza.

Já, para Neil Blumenthal, uma startup é uma companhia trabalhando para resolver um problema onde a solução não é óbvia.

Mesmo sendo diferentes, cada uma dessas definições traz alguma lição importantíssima para o desenvolvimento desse tipo de negócio! Juntando tudo, então, o que é uma startup?

Uma startup é uma organização temporária buscando desenvolver um produto ou serviço com um modelo de negócios repetível e escalável num ambiente de incerteza extrema, resolvendo um problema onde a solução não é óbvia.


Quais são as principais características de uma startup?


Sabendo o que é uma startup, tudo fica mais claro! Vamos ver, agora, quais são as suas principais características e por que startups são diferentes de empresas tradicionais.


Sempre em movimento


Um dos principais motivos pelos quais startups fracassam é a inércia. Muitas startups simplesmente não se movem na velocidade necessária para crescer e fracassam.

Muitas vezes os empreendedores não executam, ficam apenas com uma ideia no papel. Para criar uma startup de sucesso é necessário planejar, mas, acima de tudo, executar e estar sempre em movimento.


Extrema incerteza


Uma das principais características de startups é o ambiente de incerteza extrema onde estão inseridas. A maioria dessas empresas não sabe nem o que o cliente realmente deseja.

Por isso, o principal objetivo de uma startup é o aprendizado. Aprender sobre o mercado, sobre o que o cliente quer, como construir um negócio sustentável e diversas outras tarefas são essenciais para o sucesso de uma startup.


Modelo repetível e escalável


O que significa ter um modelo repetível e escalável? Ser repetível significa entregar um produto ou serviço numa escala ilimitada. Ser escalável é aumentar seu faturamento, entregar esse produto ou serviço de modo repetível, sem aumentar os custos de forma significativa.


Gestão ágil e enxuta


Startups, em sua maioria, adotam um estilo de gestão ágil e uma startup funciona de forma mais enxuta, ou seja com menos custos e uma estrutura menor. 

A metodologia ágil consiste num conjunto de técnicas e práticas para gestão de projetos que oferece mais rapidez, eficiência e flexibilidade. É um dos fatores que define o que é uma startup.


Inovação ou Disrupção?


Muitas pessoas acreditam que uma startup deve ser disruptiva, ou seja, quebrar totalmente com o que existia. Mas isso não é verdade: a grande maioria das startups são inovadoras, mas não disruptivas.

Como assim? 

Uma startup é inovadora quando melhora algo já existente, enquanto uma startup é disruptiva quando cria algo totalmente diferente. Ser disruptivo não é um pré-requisito para ter uma startup de sucesso, você pode melhorar o que já existe.


Startup vs Empresa


Existem muitas diferenças entre empresas tradicionais e startups. Imagino que, nesse ponto, você já sabe o que é uma startup e tem ideia de algumas diferenças entre startups e empresas.

Enquanto uma startup apresenta todas as características citadas anteriormente, uma empresa tradicional tem uma estrutura organizacional maior, um ambiente mais formal, uma cultura organizacional de tomar menos riscos, entre outras.

O objetivo de uma startup é responder 5 perguntas na seguinte ordem:

A ideia soluciona um problema/dor real e relevante?


Qual produto/serviço resolverá o problema/dor levantado?


O produto/serviço criado possui aceitação do mercado?


Como criar uma máquina de vendas?


Como acelerar o meu negócio?


Na sua jornada no mundo das startups, você vai ver que existem vários tipos delas! Então, depois de entender o que é uma startup, vou te mostrar quais são os principais tipos.


E os tipos de startups?


Existem vários tipos de startups. Um fator que influencia muito nisso, é o empreendedor por trás do negócio. Nem todos começam uma startup com o mesmo objetivo.

Small Business: é aquele empreendedor iniciante que não deseja se tornar gigante. Normalmente usa capital próprio para se financiar.

Scalable: aquele empreendedor que deseja fazer um negócio escalável e quer mudar o mundo. Corre atrás de capital de risco e de grandes investidores.

Large-Company Startups: uma startup que nasce dentro de uma empresa já estabelecida com o objetivo de inovar no seu modelo de negócio.

Buyable: essas startups já nascem com o objetivo de serem vendidas. Executam uma grande ideia que precisa de capital.

 

Lifestyle: startup que nasce de um sonho ou de uma paixão dos fundadores.

Social: esse tipo de startup é criada por empreendedores que querem fazer a diferença, nem sempre buscam o lucro, mas sim a causa.

Entendida toda a parte teórica, está na hora de botar a mão na massa! Se você quer começar a sua startup, vamos ver agora quais são os próximos passos.


Por onde começar uma startup?


Beleza, você entendeu o que é uma startup e está com muita vontade de começar a sua, ser seu próprio chefe e impactar o mundo, sei como é…

 

Eu também sei que, diante de tanta informação, você pode se sentir perdido e não saber muito bem como dar os primeiros passos. Mas relaxa! É mais fácil do que você imagina.

 

E fica ainda mais fácil quando você tem um direcionamento. Por isso, nessa parte do texto, vou mostrar tudo que você precisa saber para criar uma startup.

E, se você aprende mais ao ver vídeos do que lendo, é só clicar aqui para assistir a todo esse conteúdo de forma ainda mais aprofundada.

Resumidamente, o que você precisa fazer é o seguinte (e não se preocupe com os termos difíceis, você vai entender todos quando terminar a leitura):

1 Encontrar um problema para resolver
2 Entender o tamanho e relevância desse problema
3 Pensar numa solução
4 Elaborar um plano para ganhar dinheiro com essa solução
5 Pensar em como chegar nos clientes
6 Testar a sua ideia com um MVP
7 Se necessário, buscar investimento


Vamos ver agora como fazer tudo isso em três passos: encontrar, estruturar e testar uma ideia de negócio!


Encontrando a próxima grande ideia


O primeiro passo para começar o seu negócio depois de entender o que é uma startup é ter alguma ideia, claro. Mas você sabia que ter ideias de negócio também é um processo?

Para evitar cair no mito da ideia genial, ou seja, ter uma ideia que só é boa na sua cabeça, é muito importante conhecer esse processo que eu vou te mostrar agora.


Comece pelo problema


Startups são soluções para problemas reais de pessoas reais, então você precisa começar resolvendo um problema. Vou provar isso com o exemplo do Uber:

Antes do Uber existir, os passageiros tinham diversos problemas com taxistas: demora até o táxi chegar, serviço de má qualidade e a incerteza se teria um táxi quando fosse necessário eram alguns deles.

A empresa surgiu com a proposta de solucionar esses problemas levando as pessoas do ponto A ao ponto B com conforto e segurança. Hoje, é uma empresa de bilhões de dólares.

Os 3 tipos de problemas


O fato é que o mundo está cheio de problemas esperando para serem resolvidos. Como encontrar esses problemas? Aqui está um modelo de três passos para encontrar problemas:

Olhe para si: que dificuldade você enfrenta no seu dia a dia? Do que você reclama com frequência? Comece a perceber e anotar esses pontos.
Olhe para o outro: do que seus pais, vizinhos ou amigos reclamam? Olhe para os problemas dos outros e veja se é um problema comum para várias pessoas.
Olhe para a sociedade: de longe, o jeito mais fácil de encontrar problemas. Quais são os maiores problemas da sociedade como um todo? Saúde, educação e desigualdades são apenas alguns exemplos.


Isso realmente é um problema?


Entendendo bem o que é uma startup e encontrando um problema que você quer resolver, o próximo passo é validar o próprio problema. Como entender se o que você quer resolver realmente precisa ser resolvido?

 
 Um spoiler: investidor só investe em ideia com um bom tamanho de mercado!
 

E para saber o seu tamanho de mercado é bem simples: pesquisa. Um bom empreendedor é um bom pesquisador. Há basicamente dois jeitos de buscar informações relevantes para o seu negócio:

 
Top down: buscar informações “de cima para baixo”. Informações já disponíveis em grandes portais, dados de mercado – de concorrentes, associações, entidades, sindicatos, relatórios, institutos.

Bottom up: buscar informações “de baixo para cima”. É quando você corre atrás dos dados, conversa com clientes, faz análises. São informações que ainda não estão disponíveis e você precisa buscar.


Fazendo boas perguntas


Temos um artigo que mostra como fazer boas perguntas para os clientes para validar o seu problema. A ideia é fazer perguntas de implicação. Vamos ver como os fundadores do Uber poderiam fazer isso…


Ao invés de perguntar:

Você gostaria de apertar um botão e um carro magicamente aparece na porta da sua casa?

Uma boa pergunta para validar o problema seria:

Você tem dificuldade em chamar um táxi?
 

Depois disso, você pode fazer mais três perguntas ao cliente para colher o máximo de informações:

1 O quanto essa dificuldade te incomoda e o que isso te causa?
2 Como você tenta resolver esse problema hoje?
3 Como você gostaria de resolver esse problema?

Perceba que assim o próprio cliente falou o quanto aquela dor é intensa, quais são os seus concorrentes e te entregou a solução que ele gostaria de ter!
A solução vem de forma natural!
 

Viu como a solução vem de forma natural?
 

Você entendeu o que é uma startup, colheu as informações necessárias e surgiu uma ideia de negócios! Mas, se você ainda estiver com dificuldades para encontrar uma boa solução, tente o seguinte exercício:

 

Com base nas dores e problemas, anote todas as possíveis formas de solução, sem filtrar nem julgar nada. A ideia é ter o máximo de ideias possíveis. Esse é o processo de brainstorming, ou chuva de ideias.

 

Só depois de ter um grande número de ideias é que você começará a filtrar e selecionar as melhores com base nas informações já recolhidas. A imagem abaixo resume bem o processo para chegar até a solução.

 

O que é uma startup e como criar a sua?

Construindo a base da sua startup


Entendido o que é uma startup e com uma solução em mente, está na hora de construir melhor as bases da sua startup.

  

Vou te mostrar como definir a sua proposta de valor de forma clara e como estruturar uma boa estratégia de crescimento para vender e validar a ideia o mais rápido possível.

 

Defina uma única proposta de valor


Antes de tudo, é muito importante que você tenha clareza de qual é a proposta de valor do seu negócio. Para você que chegou até aqui e já sabe bem o que é uma startup, fica bem mais fácil.

 

É só voltar para o problema que você resolve. Pense em qual dor do cliente será solucionada e como você se posiciona em relação aos seus concorrentes. O maior objetivo é deixar o que você faz muito claro.

 

Exemplo de proposta de valor do Uber: 

Levar as pessoas de um canto a outro com conforto, segurança, facilidade e economia.
  

Então pense bem: qual é o real motivo ou benefício que fará com que o cliente pague pela solução?
Como montar uma boa estratégia de crescimento?


Uma boa estratégia de crescimento é o que vai te ajudar a tirar essa proposta de valor do papel.
 

Então como fazer isso?

 

O ideal é estar atento aos quatro pilares da estratégia: marketing, vendas, produto e pós-venda. Vamos colocar isso em quatro etapas para conseguir mais clientes.

 

Aquisição: onde estão os clientes
 

O objetivo da aquisição é buscar os possíveis clientes, os leads. Você deve entender quais são os melhores canais de aquisição e realizar testes para aumentar a performance da sua startup.

 

Temos um artigo que mostra os 19 canais que você pode usar para chegar nos clientes. É só clicar aqui para acessar.

 

Ativação: os potenciais clientes têm uma boa experiência?
Depois de conseguir os primeiros leads, é importante nutri-los. Entregue conteúdo, crie um relacionamento, interaja com esse potencial cliente.

 

Você pode começar mandando mensagem logo após conseguir o lead com automações de email ou até pelo Whatsapp. Essa parte é, literalmente, como uma paquera com o possível cliente!

 

Receita: como você faz dinheiro?
 

A etapa mais esperada pelos empreendedores, a hora que o dinheiro começa a cair! O objetivo, aqui, é analisar quais estratégias podem ser usadas para aumentar a receita com cada cliente.

 

Muito provavelmente, no início da sua startup, será necessário aprender a vender para levantar caixa e testar a sua solução. O SPIN Selling é uma técnica que recomendamos para os nossos alunos da 49.

 

Retenção: os clientes retornam?
 

Infelizmente, muitos empreendedores esquecem da importância de reter os clientes. Tente ao máximo fidelizar os clientes, porque, além de gerar mais receita, clientes fiéis recomendam a sua marca.

 

Quanto mais valiosa for a experiência com a sua solução, mais a pessoa estará disposta a retornar.

 
Pronto para tirar a sua startup do papel?


Como tirar ideias do papel?


Uma das maiores confusões que acaba com novas startups é sobre a hora de tirar a ideia do papel. Ou os empreendedores gastam milhares de reais para começar ou nunca tiram ideias do papel por não ter esse dinheiro.

 

Agora que você já entendeu o que é uma startup e tem a sua ideia pronta com uma única proposta de valor, eu vou te mostrar como tirar essa ideia do papel.

 

O melhor… sem gastar um centavo!


MVP: vire um mestre em tirar ideias do papel


O conceito mais importante que você precisa entender na hora de começar a sua startup é o MVP, ou Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável, em português).

  

O que é esse tal de MVP?  

O MVP é um produto ou serviço com apenas recursos suficientes para satisfazer os primeiros clientes e coletar feedbacks para o desenvolvimento futuro da ideia.

  

Minimum: mínimo para ser feito no menor tamanho ou tempo possível.

Viable: viável para agregar valor suficiente e resolver a dor do público.

Product: o seu projeto que será lançado.

 

Há vários tipos de MVPs que você pode fazer para tirar a sua ideia do papel. Para não me estender muito aqui, vou deixar um link para você conferir os 22 tipos de MVP que separamos para você começar a sua startup ainda hoje.


O MVP serve para aprender


Muitas startups falham porque criam um produto completo e o entregam diretamente ao mercado. O único jeito de evitar esse erro é aprendendo com o MVP.

 

E há um método para aprender!

Esse método é o Ciclo Lean, descrito por Eric Ries no livro A Startup Enxuta. O ciclo consiste em aprender com os clientes utilizando pequenas experiências e repetindo muito.

 Construir, medir e aprender. Esses são os 3 pilares do Ciclo Lean. Em primeiro lugar, você destaca as hipóteses do que quer aprender, depois pensa em como medir o aprendizado e, então, constrói um MVP para testar isso tudo.

 

O que é uma startup e como criar a sua?

 

Agora você está pronto para tirar a sua ideia do papel, atrair os primeiros clientes e aprender como construir a sua startup. Com uma boa solução, está na hora de vendê-la!


Construa uma máquina de vendas


Essa é a hora mais gratificante da construção da sua startup, a hora de vender. Mas é preciso muito cuidado, porque, ao contrário do que muitos acreditam, vender é um processo.

 

 Um processo de vendas é um modelo de regras, ações, ferramentas, métricas e atividades relacionadas com a área comercial.

 

Então vamos ver como estruturar o seu processo de vendas?

 

O primeiro passo para começar a vender é ter uma lista de possíveis clientes. Crie uma planilha simples com esses contatos. Depois, defina o seguinte:

 

Objetivo: onde você quer chegar ou qual a meta de vendas?
 
Talvez o objetivo tenha relação com o que você quer aprender com o MVP, ou talvez você precise de um mínimo de dinheiro para se sustentar. 

 

É preciso definir quantas vendas, o quanto de faturamento ou qualquer outro objetivo central que você quer alcançar.

 

Funil: como você vai atrair potenciais clientes, nutri-los e, por fim, vender para eles?
Há várias estratégias de funil que você pode usar. É muito importante ter em mente que o funil é, literalmente, um funil. Ou seja, de 1.000 clientes que você atrai, talvez apenas 200 compareçam a algum evento e apenas 50 comprem a sua solução.

 

É preciso otimizar o funil ao máximo para que esses números sejam cada vez maiores. Uma das técnicas mais usadas é o AIDA: Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Você chama a atenção dos consumidores, mantém o interesse deles e cria um desejo ao ponto de realizarem alguma ação.

 

Empreendedor bom que está começando vai atrás dos clientes e se posiciona nas redes sociais e em eventos. Ele sabe onde estão os clientes, consegue chamar a atenção e ficar com o contato deles.

  

Ferramentas: quais ferramentas já disponíveis você vai usar no processo. 
É o seguinte: ferramentas são consequências de um processo bem estruturado. De nada adianta pagar por uma ferramenta se você não tentou vender na mão. Estruture bem o processo antes de pagar por ferramentas!

 

Também temos uma live que você pode assistir clicando aqui para aprender a fazer um site com automação de email sem gastar um centavo.

 

Métricas: todo esse processo precisa ser medido
 

Medindo é que se aprende. Pense em como metrificar o processo todo para melhorar cada vez mais. Se você sabe quantos leads precisa para fechar determinado número de vendas, tudo fica mais fácil e você começa a gerar previsibilidade no processo.


Os tipos de “fit”: como saber se a solução está validada?


Chegando ao final da jornada de encontrar uma ideia até começar a vender, há alguns termos que você precisa entender para saber se a sua ideia tem potencial de verdade.

 

Esses termos são os fits, ou seja, a intersecção entre dois pontos, quando esses dois pontos se encontram. Vamos ver quais são esses tipos de fit:

 

Problem Solution Fit: é o ponto de encontro entre o problema e a solução, ou seja, é quando a sua solução resolve um problema real de mercado. Ocorre quando você consegue identificar as tarefas, dores e ganhos de um grupo de clientes e produz uma proposta de valor.

 

Product Market Fit: é quando você valida que a sua proposta de valor é compreendida como uma solução para o seu mercado. Os clientes realmente sentiriam falta da sua solução se ela deixasse de existir.

Business Model Fit: um dos fits na qual pouquíssimas startups chegam, quando a sua proposta de valor se encaixa perfeitamente em um modelo de negócios repetível e escalável.


Hora de decolar: como encontrar investidores


Depois de entender bem o que é uma startup e dar os primeiros passos na construção da sua, talvez você precise de investimento para conseguir, realmente, decolar a sua startup.

 

Mas antes, é preciso entender em que etapa a sua startup está, porque isso vai definir que tipo de investimento você precisa. Então vamos lá!

 

Ideação 

 

A ideação é a fase onde você começa a imaginar a ideia da sua startup e, por fim, testar na prática. A maioria das startups para na ideação, porque muitos idealizadores não tiram suas ideias do papel.

 

Nessa fase, as hipóteses são criadas. As hipóteses visam responder perguntas essenciais como: qual é o problema que a startup resolve, qual é o público, como a startup vai crescer, entre outras perguntas fundamentais.

  

Operação

  

Na operação, a startup passa para um novo nível de maturidade. É quando a ideia já está bem validada, com um bom modelo de negócio, e é hora de expandir sua startup.

 

É, também, o momento de pensar em buscar aceleradoras e rodadas de investimento que vão ajudar a startup a ter os recursos necessários para crescer.

  

Tração

 

 A hora mais esperada: crescer a startup. O principal objetivo nessa fase é crescer, conquistar mais clientes e conseguir mais investimento. Pensar sempre em crescimento e escalabilidade.

 

Scale-up

 

As scale-ups são empresas que empregam pelo menos 10 funcionários e apresentam um crescimento de 20% ao ano durante três anos consecutivos. Uma scale-up é, basicamente, uma startup que deu certo.

 

Onde buscar investimento?


Para cada fase de uma startup, há um tipo ideal de investimento. Startups em fase de ideação não conseguem investimento de fundos, enquanto scale-ups não vão precisar de investidores-anjo.

 

Vou te mostrar onde você pode conseguir investimento dependendo da fase em que a sua startup se encontra, indo da mais inicial para a mais avançada.

 

Edital: existem diversos programas que buscam fortalecer empresas de base tecnológica, disponibilizando recursos financeiros para o desenvolvimento de novos negócios que impactam o mercado. São apresentados por empresas e órgãos públicos.

Bootstrapping: esse termo, na verdade, se refere ao empreendedor que tira o dinheiro do próprio bolso para bancar a ideia. O investidor vê isso com muito mais segurança.

FFF: Friends, Family and Fools, é aquele dinheiro que você pega emprestado de amigos, familiares e os “tolos” que botaram dinheiro na sua ideia sem a mínima noção se terá o dinheiro de volta.

Anjo: são os empresários bem-sucedidos com profundo interesse no mercado que você está atuando ou conhecimento sobre a tecnologia que você está desenvolvendo.

Aceleradora: em troca de participação na startup, as aceleradoras oferecem investimentos e conexões para o crescimento do negócio.

 

Venture Capital: com a sua startup melhor estruturada, está na hora das grandes rodadas de investimento. Os investimentos de VC costumam ser de grande porte e o principal objetivo do fundo é obter lucro na venda da participação da sua startup.

 


Essa imagem vai deixar mais claro quais são as etapas de investimento:

O que é uma startup e como criar a sua?

Na hora de buscar investimento, tenha clareza dos seguintes pontos: o motivo para captar investimento, a oportunidade para o investidor, o que você pretende fazer com o dinheiro, em quanto tempo e de que forma.


Pitch: encante os investidores com a sua ideia


Não importa qual tipo de investimento você vai buscar, você precisa saber apresentar a sua ideia com clareza. Por isso a importância do pitch – a apresentação da sua ideia.

 

Primeiro, pitch não é palestra. O objetivo dessa apresentação é fazer o ouvinte tomar alguma ação. Um bom pitch começa antes mesmo da apresentação: é preciso entender que é a audiência, seguir uma estrutura e treinar muito.

 

Por sorte, temos um artigo que mostra o que o maior investidor-anjo do Brasil, o João Kepler, quer ver no pitch dos empreendedores que ele avalia. É só clicar aqui para conferir como apresentar a sua ideia e encantar investidores.

 

Há vários tipos de pitch e você deve ter todos eles na ponta de língua. É muito importante adaptar seu pitch seja ele de um, três, dez ou quarenta minutos. Além dos tipos abordados no artigo acima, escreva na seguinte ordem:

 

Tweet pitch: resuma a sua startup em uma frase;

1 Parágrafo: apresente a sua ideia em um espaço de 3  a 5 linhas;

2 Parágrafos: agora avance para 6 a 10 linhas;

Pitch: formule diversos pitches – um mais técnico, outro mais generalista, outro mais para o lado financeiro e de métricas;

Email: apresente a sua ideia por email e deixe um email pronto para que outras pessoas possam encaminhar para possíveis parceiros e investidores;

Whatsapp: crie um grupo no Whatsapp para ter todos esses textos, imagens e links sempre à disposição.

 

O bom empreendedor está sempre pronto para apresentar a sua ideia, seja onde for, no tempo que for. Escrever o pitch também é um ótimo exercício para refinar a sua ideia e perceber os pontos de melhoria.

Agora você está pronto para ir com tudo!


É só o começo!


Parabéns por ter chegado até aqui, empreendedor! Você está pronto para dar os primeiros passos na construção do seu próprio negócio.


No artigo, expliquei o que é uma startup, suas principais características e mostrei tudo que você precisa saber para começar a sua startup do zero.

 
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Até a próxima, 49er!

Quer saber mais sobre a 49 Educação? Acesse agora https://49educacao.com.br/"


Por Leandro Piazza em 2021

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